terça-feira, 15 de janeiro de 2019

Como meus traumas influenciam minha vida?

Traumas são consequência de experiências negativas que vivemos e que nos marcaram profundamente. Essas experiências ficam armazenadas na nossa memória de tal maneira que continuam a nos causar sofrimento e perturbação pelo fato ocorrido, mesmo que já tenham se passado anos. Isso não acontece por fraqueza ou por descuido, mas porque todos temos um limite de tolerância que nos permite lidar com as contrariedades cotidianas. Quando esse limite é excedido, é muito provável que um trauma surja, e é preciso tratá-lo para restabelecer-se.

Os traumas não trabalhados podem ter um efeito paralisador em nossas vidas. Muitas vezes temos a impressão de andar em círculos e não conseguir resolver a causa de nosso sofrimento. Em outras vezes podemos nos sentir sempre ameaçados, como se algo de muito ruim estivesse sempre prestes a acontecer. Em outras vezes ainda, pode-se ter pensamentos e lembranças persistentes, que nunca saem da cabeça e perturbam a todo instante. Tudo isso pode acontecer devido aos traumas que trazemos em nossa história. Por isso é importante identificá-los e buscar as possibilidades de tratamento, para que seja possível caminhar com mais liberdade escrever uma nova história.

Gabriela Neves

terça-feira, 8 de janeiro de 2019

Você tem algum trauma?


Quando falamos em trauma, podemos nos deparar com diferentes ideias do que essa palavra possa significar. Em sua raiz grega, trauma significa ferida. Aplicando essa ideia para o campo psíquico, podemos dizer que o trauma psicológico é o resultado de um choque emocional muito grande, que repercutiu negativamente na memória, nas emoções e nas crenças da pessoa. Dessa maneira, traumas são aquelas experiências negativamente marcantes que trazemos em nós e que ainda nos fazem sofrer, às vezes com a sensação de que tenha acontecido há pouco tempo, por mais que já se tenham passado anos desde o incidente traumático.

Normalmente, quando experimentamos situações desagradáveis do cotidiano, elas são armazenadas de maneira adaptativa na nossa memória, o que nos torna capazes de superá-las e aprender com elas. Quando um trauma ocorre, esse armazenamento adaptativo não acontece, e aquela memória passa a nos causar dor e sofrimento. Isso ocorre porque a carga emocional negativa envolvida no fato vivenciado foi demasiadamente grande, e então será necessário trabalhar aquele trauma para que se possa seguir com maior liberdade e autonomia. Você acredita que possa estar passando por isso? Nós podemos ajudar! Entre em contato, será uma alegria poder te auxiliar!

Gabriela Neves

segunda-feira, 22 de outubro de 2018


Nesse mês das crianças podemos pensar no quanto a infância é importante para a formação de uma pessoa. Nossas experiências nessa fase da vida dizem muito sobre o adulto que somos hoje, e não podemos ignorar tudo o que vivemos enquanto crianças. Existe alguns fatores que são fundamentais para que uma criança se desenvolva da melhor maneira possível, e que vão muito além de boa alimentação, ensino de qualidade e brinquedos cobiçados. São pontos que contribuem para que a criança compreenda seu lugar no mundo e construa suas relações com as outras pessoas. Entre esses fatores, podemos citar:

Segurança em seus cuidadores e familiares
Acolhimento de suas características
Limites bem estabelecidos e respeitados
Figuras de autoridade seguras e atenciosas
Rotina estruturada conforme a realidade da criança e de sua família
Boas amizades que valorizem o que há de bom e não julguem pelas aparências
Espaço para desenvolver suas capacidades e potências

Estes são apenas alguns dos elementos que participam do desenvolvimento da personalidade de uma criança. A maneira como alguém experimenta cada um desses fatores em sua infância vai repercutir em seus relacionamentos, em sua autoestima, em sua vida social e em suas escolhas. Você é responsável por alguma criança? Vale a pena refletir em como essas necessidades estão sendo ou não atendidas para ela. É preciso dar o seu melhor quando se tem uma criança precisando de você.

Gabriela Neves

terça-feira, 9 de outubro de 2018


Nessa semana comemoraremos o dia das crianças. Por isso, teremos a oportunidade de refletir um pouco sobre a infância nesse mês de outubro. Será uma chance para entender melhor nossas crianças, e também compreender nossos processos a partir do que vivemos na nossa infância. Quando você se lembra da sua infância, quais sentimentos te visitam? A infância é o período das nossas vidas que é permeado por experiências fundamentais para a construção da pessoa que somos hoje. Nessa fase da vida, o que vivenciamos na família, nas escola, com os amigos (e ainda em tantos outros contextos) influencia diretamente na maneira que vemos o mundo, as pessoas e a nós mesmos. É um tempo de extrema importância para o desenvolvimento da personalidade e da autoestima.

É muito comum sofrer ainda hoje por traumas e dificuldades vindos da infância. Às vezes as situações que uma criança vivencia são muito impactantes, e o registro daquele momento doloroso pode perdurar por muito tempo. É possível aprender a lidar com esses fatos, e libertar-se de suas consequências. É claro que nem sempre será algo fácil de ser feito. Muitas vezes será preciso coragem, abertura e tempo. Mas é um processo que sem dúvidas vale a pena.

Gabriela Neves

segunda-feira, 1 de outubro de 2018

O que você pensa sobre si mesmo?


Ao longo da nossa vida, vivemos as mais diferentes experiências, tanto boas quanto más. Em cada uma das experiências marcantes, estamos envolvidos com nossas emoções, sensações corporais, pensamentos e inteligência, o que faz com que os fatos vividos sejam guardados em nossa memória a partir da experiência pessoal que tivemos em cada situação. Em cada acontecimento, há uma percepção sobre si mesmo que é construída, e essa percepção muitas vezes pode nos prejudicar.

Em cada fato importante de nossas vidas, nos percebemos de um modo diferente e vamos construindo aos poucos o conceito que temos de nós mesmos. O caminho do autoconhecimento é de extrema importância para que possamos amadurecer enquanto pessoa, e o objetivo final é que tenhamos uma visão real, concreta e positiva de nós mesmos.

Acontece que, geralmente, quando passamos por um momento difícil em nossas vidas, nos percebemos de maneira negativa. Essa percepção nem sempre é fácil de ser administrada e superada; e as crenças negativas sobre si mesmo vão sendo consolidadas, viciando o processo de autoconhecimento. É preciso sim enxergar os defeitos que trazemos, mas é preciso alcançar uma compreensão de si que não se esgote nos traços ruins, mas que mire para o que trazemos de belo em nós.

Gabriela Neves

terça-feira, 21 de agosto de 2018

Descobrir-se


De todas as coisas importantes, descobrir-se enquanto pessoa é a mais fundamental. Cada um de nós traz em si uma essência inteiramente particular, que nos faz pessoas únicas no mundo. Ir ao encontro dessa essência é a tarefa mais importante da vida de cada um de nós, pois descobri-la é realizar-se.

As pessoas anseiam muito por realização, e em muitas vezes transferem essa necessidade para campos específicos da vida: relacionamentos, êxito profissional, estabilidade financeira, entre outros. A verdade é que esses são fatores importantes, mas nada disso pode trazer realização pessoal, pois realizar-se enquanto pessoa significa encontrar o mistério que habita em si; é desvendar-se para que, tornando-se aquilo que realmente é, seu próprio ser seja conhecido e realizado.

Não há como sair ileso quando se foge de si mesmo. Isso seria trair sua identidade mais essencial; e as consequências são sempre muito sérias. É preciso aventurar-se nesse campo do autoconhecimento, pois não há outro caminho para tornar quem realmente se é.

Gabriela Neves

terça-feira, 7 de agosto de 2018

O medo de amar


Muitas pessoas sentem medo de amar, e isso não se resume a relacionamentos amorosos, mas se estende a todas as demais relações. São pessoas feridas em suas histórias de vida, e como uma defesa, se fecham para o outro cada vez mais, afastando todos de si. Como consequência, se sentem sozinhas, incompreendidas, deixadas de lado. O que muitas vezes não conseguem perceber é que são elas mesmas as construtoras dessa situação, e da mesma maneira, somente elas mesmas podem mudar esse quadro.

Trazemos em nós o desejo e a necessidade de sermos amados e de amar. Isso é uma realidade para todas as pessoas; sem a experiência do amor entramos em sofrimento, pois amar é o que há de mais particular na existência humana. Porém, quando amamos mas não somos acolhidos e respeitados, nasce em nós a resistência ao amor como uma forma de proteger-se de outras frustrações e decepções.

O grande problema é que fechar-se não é uma boa solução para o problema, porque só gera solidão e afastamento. É necessário revisitar os momentos de desamor, com coragem para ressiginificá-los e para viver o perdão onde for necessário. Talvez essa não seja uma experiência fácil, mas é recompensadora ao final.

Gabriela Neves