terça-feira, 19 de junho de 2018

A Dependência Afetiva


Ao longo de nossa história de vida, desenvolvemos diversas relações que vão compor o cenário da nossa afetividade. Isso é uma característica própria de todo homem e toda mulher: somos seres relacionais, e esse é um importante indicativo de como estamos emocionalmente. Desenvolver relações maduras e sadias é extremamente importante para nosso bem estar psíquico. Porém, por diversas vezes as relações não são construídas de maneira harmónica, geralmente tendo como eixo principal a dependência afetiva.

Chamamos de dependência afetiva a dificuldade, ou até mesmo a inabilidade, de desenvolver relações com os outros e consigo mesmo de maneira madura e satisfatória. A dependência afetiva leva a pessoa sempre a buscar no outro o motivo de estar bem e realizado, e não consegue se ver inteiro e capaz de ser feliz sem envolver a outra pessoa pela qual se vê dependente.

Essa falta de estabilidade gera consequências ruins para todos os envolvidos, pois no fundo trata-se de uma relação injusta e demasiadamente difícil de ser levada. A pessoa dependente emocionalmente, que vive à sombra de outra pessoa, impõe a si mesma um modo de vida muito penoso, pois abstrair-se de si passa a ser, em determinado momento, uma escolha muito pesada. Para essas pessoas, é de extrema impotância ter consciência do que vivem, e ao mesmo tempo, fazer o caminho de volta, permitindo-se o encontro consigo mesmas e o reordenamento interior, pois ao contrário do que acreditam, a felicidade não está em uma outra pessoa, mas em si. É preciso ter coragem e disposição para encontrar essa felicidade.

Gabriela Neves

terça-feira, 12 de junho de 2018

Qual é a receita para a felicidade?


Existe uma receita para a felicidade? A resposta para essa pergunta é simples: não, não existe. Infelizmente, encontramos nos nossos dias, sem muitas dificuldades, pessoas que nos oferecem roteiros, programas ou eventos que têm por garantia oferecer um caminho para se alcançar a tão almejada felicidade. Essas pessoas tendem a apontar soluções práticas, rasas e universais para isso, tendo como base uma falsa ciência psicológica para fundamentar suas práticas. E essa tendência têm se alastrado largamente em nossa sociedade.

O fato é que não é possível buscar a felicidade por si mesma; isso só causaria frustração e decepção. A felicidade é a consequência de um modo de se viver, e não sua causa. E cada um de nós é inteiramente responsável pelas escolhas que são feitas ao longo da vida, que poderão ou não nos conduzir ao caminho que nos fará felizes. Cada escolha, cada passo, cada decisão é importante nesse processo, pois somos pessoas únicas, chamadas de maneira singular a atuar e ser no mundo, o que torna as famosas “receitas para felicidade” ainda mais improváveis e mentirosas.

Só é feliz aquele que encontra na própria vida um sentido. E isso não se faz sem esforço, dedicação, abertura ao autoconhecimento e também uma dose de sofrimento. Sim, sofrimento e felicidade não são como água e óleo, eles podem coexistir. O problema é o conceito fantasioso de felicidade que as pessoas criam, uma felicidade irreal e impossível de se alcançar. Feliz é aquele que aceita ser interpelado pela vida e responde a ela encontrando o sentido do seu viver; e não aquele que segue receitas mágicas e prontas.

Gabriela Neves

terça-feira, 22 de maio de 2018

Já passou por uma crise?


Muito se ouve falar em crises. Não raramente escutamos coisas do tipo: “meu casamento está em crise”, “estou em uma crise financeira muito grande”, “vivo uma crise no meu trabalho”, e tantas outras coisas do tipo. Afinal, o que podemos chamar de crise? Será que existe algo de bom nela? São questionamentos pertinentes de serem feitos, pois é possível ganhar muito a partir dessa experiência.

Podemos, de maneira bastante simplista, entender a crise como um momento de instabilidade em alguma área de nossa vida que gera sentimentos variados frente às mudanças que se apresentam. É comum se sentir inseguro, indeciso ou angustiado nos momentos de crise, pois esses sentimentos são reações naturais diante do novo que se revela e que me desafia, me provoca.

Porém, os momentos de crise não precisam ser necessariamente um período negativo. Apesar de geralmente causar uma turbulência na nossa vida, a crise pode se tornar o meio pelo qual o amadurecimento pessoal acontece, pois é possível responder com atitudes originais e maduras ao novo desafio que se apresentou e que causou tanta agitação. É claro que nem sempre é tarefa fácil crescer em um momento de crise, mas é possível. Com grande disposição pessoal, uma dose de coragem e alguma forma de ajuda, é possível passar pelos momentos de crise. Não apenas esperando que esse tempo passe logo, mas usando dele para tornar-se uma pessoa melhor, ou como se diz por aí, “fazendo dos limões que a vida oferece, uma limonada”.

Gabriela Neves

terça-feira, 13 de março de 2018

As mulheres se apoiam


Como já anunciamos anteriormente, estamos lançando uma nova proposta nesse mês de março. Iniciaremos na próxima semana um trabalho de psicoterapia de grupo para mulheres. Estamos super empenhadas nesse projeto e podemos adiantar que será uma oportunidade incrível de descoberta de si a partir do contato e partilha com outras pessoas. Mas o que faz a psicoterapia de grupo ser algo tão especial?

Na psicoterapia de grupo, assim como na terapia individual, temos a oportunidade de encarar nossas dificuldades, enxergar quem realmente somos e descobrir caminhos de crescimento e amadurecimento. Porém, a psicoterapia de grupo nos coloca num contexto social em que podemos aprender com as histórias daqueles que estão conosco no processo terapêutico, ao mesmo tempo em que conseguimos dividir com as pessoas aquilo que nos causa sofrimento. É uma experiência de troca muito rica. Como consequência, forma-se ali naquele grupo uma rede de apoio valiosa que tem sua própria importância terapêutica.

Muito se tem ouvido falar hoje em dia na necessidade que as mulheres têm de apoiarem-se mutuamente em questões que são próprias dos desafios que enfrentam no dia a dia. Acreditamos que o grupo terapêutico para mulheres é uma oportunidade ímpar para que isso aconteça. Nossa proposta é para que as mulheres tenham a oportunidade de dividir suas angístias umas com as outras e encontrem juntas alternativas para superarem suas dificuldades e limites. Será um trabalho lindo, que muito ajudará a cada uma de nós que estaremos envolvidas. Não fique de fora dessa! Entre em contato e reserve sua vaga!

Gabriela Neves

quinta-feira, 8 de março de 2018

Psicoterapia de grupo para mulheres


Existem muitos modos e abordagens de intervenção terapêutica na Psicologia. Geralmente, quando se fala em processo terapêutico, logo vem a idéia de um profissional sentado à frente de uma pessoa que fala sozinha, num processo massante e cansativo. Muitas vezes os meios de comunicação reforçam esse estereótipo, o que desanima grande parte das pessoas em procurar esse tipo de ajuda. A verdade é que a Psicologia é um terreno muito fértil e criativo e existem muitas maneiras diferentes de se desenvolver um processo terapêutico. Entre tantas alternativas, existe a psicoterapia de grupo, que é de fato uma boa opção para se trabalhar questões pessoais conflituosas e que geram sofrimento.

A psicoterapia de grupo tem por objetivo trabalhar as questões dos participantes dentro do contexto desse grupo, como indica o próprio nome. No grupo terapêutico, os participantes têm tanto a chance de expressar as próprias questões e anseios, quanto também de ouvir a experiência das outras pessoas. Nós somos seres que podem crescer não apenas com os próprios erros ou sofrimentos, mas também participando das experiências de outras pessoas. No grupo terapêutico, isso acontece de forma particularmente eficaz.

Além desses aspectos, a psiccoterapia de grupo pode auxiliar no desenvolvimento da comunicação, na disposição à escuta e no cultivo das habilidades sociais; além da experiência de poder se revelar diante de pessoas que estão dispostas a contribuírem, e não a julgarem.

Nós da Clínica Restitutio Hominis estamos iniciando nesse mês de março um trabalho com um grupo terapêutico para mulheres. Acontecerá toda semana, a partir do dia 19 de março. Se você tem interesse nessa proposta, entre em contato para maiores informações! Será uma grande oportunidade para todas nós!

Gabriela Neves

terça-feira, 6 de março de 2018

Ressignificar o passado


Há pouco tempo, estamos relembrnado o ciclo de textos que dizem respeito a algumas atitudes que contribuem para o processo de ressignificação da vida. Na semana passada, falamos sobre a coragem para enxergar-se. O tema de hoje está bastante relacionado ao tema da semana passada, e traz um elemento muito importante para que cada um possa ter uma imagem mais clara e acertada de si; estamos falando de RECORDAR O PASSADO.

RECORDAR O PASSADO é uma atitude que favorece o processo de ressignificação da vida porque é necessário revisitar os fatos ocorridos para que seja possível desenvolver um olhar diferente a respeito das próprias experiências. É ter a ousadia de fazer a retrospectiva da própria história, não como mero expectador, mas entrando em contato com tudo o que envolve os acontecimentos: o contexto, os sentimentos, as sensações.... e a partir disso, ser capaz de enxergar o que antes não se conseguia ver e então trazer novos significados para tudo o que se passou.

Ser responsável e íntegro no presente requer uma relação sadia com o passado. Enquanto o passado tiver um sentido de assombro, de peso ou de irrelevância, muitos aspectos da vida permanecerão paralisados. Com toda certeza, a tarefa de se relacionar satisfatoriamente com o passado não é fácil nem pode ser realizada por completo, pois sempre teremos áreas da nossa história a serem revisitadas e ressignficadas. Porém, é um processo cujo início é inadiável e de extrema importância, já que muitos aspectos do presente podem ser compreendidos à luz do que se passou.

Gabriela Neves

terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

A coragem para enxergar-se!

Enxergar a si mesmo é um ato desafiador, há uma tendência em nós de naturalmente olharmos aquilo que é negativo e superficial e nos paralisarmos diante disso, julgando que essas características percebidas nos definem. Enxergar a si mesmo é um ato desafiador, há uma tendência em nós de naturalmente olharmos aquilo que é negativo e superficial e nos paralisarmos diante disso, julgando que essas características percebidas nos definem.

Mas a nossa proposta é justamente o contrário, cada pessoa deve ter um olhar mais profundo sobre si mesma, não se pode dar por satisfeita ao olhar esses aspectos superficiais e acreditar que não há mais o que conhecer. Na verdade, é preciso ir além desses pontos, pois é natural que haja desânimo diante deles, no entanto você é mais do que características ruins.

Aqui está a necessidade e a importância da coragem para enxergar-se, pois ao pararmos diante desses pontos negativos ou da opinião das pessoas sobre você, haverá uma grande perda: perderá a oportunidade de conhecer-se verdadeiramente. Então, encare a realidade de exergar-se como um desafio a ser vencido e por isso pede a você uma postura de coragem.

Entenda coragem como sinônimo de enforço, de luta, de determinação e não somente de força, às vezes, você está passando uma fase cheia de fraquezas, mas esta não é empecilho para lançar-se nessa aventura de enxergar-se como realmente é. Então, permita-se vivenciar essa experiência que pode ser muita rica para você, pode trazer muitas respostas e também auxiliar você a amadurecer no entendimento de sua própria realidade. Isso é muito bom, não é verdade?!

Gabriela Neves